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Vou escrever agora feito criança. Quer dizer, quem disse que eu ainda não deixei de ser? Lembrando daqueles ridículos poeminhas de quando a gente tem 12 anos, e fica se lembrando dos beijos tortos quase que inocentes. Eu me lembro disso. Me lembro dos “porquês”… E de todas as vezes que pouco me importava se era de dó, de sí ou de lá, pra mim era único único único e verdadeiro. Se em apenas 4 anos depois eu rio disso tudo, imagina daqui a 40 (Sinto que daqui a 40 anos nem poderei mais rir, mas isso também deve ser coisa da idade).
Agora vou parar de escrever aqui pois tive uma idéia para um conto. Desculpem se interrompi. Mas é assim. Adeus.
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Precisava muito escrever. Hoje eu descobri uma coisa. Mais um pra eu botar em prática e ver se dá certo. É assim: Quando você vê que tá indo mal demais, você se aproveita de todas as fraquezas de uma pessoa e desse jeito consegue com que ela concorde com você. Por isso eu digo:
Meu filho, do que você está reclamando? Você tem até demais!
Depois de descobrir isso, fiquei tão feliz. Peguei todas as pessoas fraquinhas de argumento para humilhar e fiquei tão feliz.
É como eu digo, dane-se o respeito ou os direitos humanos, a moda agora é odiar a moda. Eu odeio os estados unidos, vamos matar o bush! Vamos matar umas 80 milhões de pessoas, é um número bom. É, é bom esse número.
♬ Terrorvision – Some People Say
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Chico Buarque – Deixa a Menina Não é por estar na sua presença Eu não queria jogar confete Por trás de um homem triste Não sei se é pra ficar exultante Não é por estar na sua presença
Meu prezado rapaz
Mas você vai mal
Mas vai mal demais
São dez horas, o samba tá quente
Deixe a morena contente
Deixe a menina sambar em paz
Mas tenho que dizer
Cê tá de lascar
Cê tá de doer
E se vai continuar enrustido
Com essa cara de marido
A moça é capaz de se aborrecer
Há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher
Mil homens, sempre tão gentis
Por isso, para o seu bem
Ou tire ela da cabeça
Ou mereça a moça que você tem
Meu querido rapaz
Mas aqui ninguém
O aguenta mais
São três horas, o samba tá quente
Deixe a morena contente
Deixe a menina sambar em paz
Meu prezado rapaz
Mas você vai mal
Mas vai mal demais
São dez horas, o samba tá quente
Deixe a morena com a gente
Deixe a menina sambar em paz !
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Já estou até prevendo a minha horripilante história, ouça bem, e tente imaginar.
Feliz, sorrindo, gozando que nem uma louca a sua própria satisfação, cabeça pra trás, pés pra cima, um suquinho, um gibi, sombra… Empregados. Muitos empregados. Rica, milionária, daquelas mandei fazer pra ontem, daquelas que gostam de massagem nos pés e pepinos no olho ouvindo uma musiquinha meodíocre. E sabendo, sabendo, sempre sabendo, e sendo pra sempre amada, e sempre sabendo que é amada. Mas como são seres inferiores, eu curto ainda mais minha modesta superioridade disfarçada. Pois bem. Um dia, uma bomba explode, e adivinha!
Vai tudo pros ares. Explode casa, coração, o suco, o gibi e a árvore que produzia a sombra. Daí o que acontece?
Aí fica por sua conta. É horrível não saber o que vai acontecer, é terrível se conter. É terrível esperar, mas eu vou, né, fazer o que. Não tenho escolha.
Queria tanto ter a mesma facilidade em lidar com a situação, mas infelizmente minha capacidade intelectual não chegou a tal ponto. Ainda bem, fico feliz por ainda ter algum rastro de sentimento humano.
Chico Buarque – Futuros Amantes
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eu podia ouvir essa música durante horas. desculpe, mas você não é bom de abraçar, sabe? aquela coisa de abdomen com abwoman… não, ou sei lá se você entende.
eu podia ouvir essa música durante horas, quem sabe até irei.
sabe, não tem nada a ver a letra. mas eu até poderia.
ah, daí eu fico lembrando, e fico com nojo, e falando com gente que eu não devia. ou simplesmente digo que tô com nojo e não tô, ou sei lá, entende?
de andar no sol, ficar suando e enxugar a testa com o peito da mão. horrível, mas pelo menos…
e escrever coisas solenes, pelo menos poder voltar ás vezes, poder ligar, entende?
dá raiva, dá raiva, dá eternamente raiva. e tenho raiva dessa música, e do meu estado e pelos motivos.
quero apertar “stop”, “play”, “stop”, “play”, “stop”, “play”… Eternamente ouvir o “C’mon, c’mon, c’mon… WHAT WAS THAT PROMISE THAT YOU MADE?”
nunca vou saber, nunca vou voltar, nunca mais. porque, pela mediocridade. pela mediocridade. pelo mesmo motivo que eu fico aqui e você aí. pelo mesmo motivo de que nenhum abraço se encaixa. as coisas mais horríveis nas palavras mais bonitas.
olho pro lado, me sinto presa, apesar do ar, as paredes me afogando, entende? afogandom afogando… roubei o travesseiro da minha mãe e continuo com dor de cabeça. não sei se você sabe, não sei como acontece.
sexo, sexo, sexo, sexo, oxes, oxes, xoes, osxe, ésse, ê, xis, ó. c’mon, break it. rape it. mastigue, envolva, martirize, tire sarro, dê risada, odeie.
odeie, entende?
ame, te odiarei.
what was that promise that you made?
when the stars fall from the sky for you and I.
você morreu. apenas os pedaços restaram. e eles continuam rindo de mim, entende?
“Especial pra você”.
Um minuto do seu tempo, você me dá a mão, eu quero o braço. Você me pede um dedo e te dou meu ventre.
Eu sei, pode ficar tranquilo… Can’t you see, that I’m not afraid?
The Doors – Touch Me







