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Choro, porque choras, porque negas, porque anflinges, porque mancas, deixe essas barrancas por mais de 10 mil anos que nunca se acabou. Aacabaria se fosse eu, se fosse eu te amaria como amo a si mesmo como faço um violão, como erro o coração. Marias são todas virgens, mas minha mãe Maria não. Queria pôr fogo numa casa vermelho de aço que aço não pega fogo. Seria sua dama em primeira pessoa, me escreves um bife que te toco um poema, menino dos cheiros seus dentes estranhos ficam aí e eu fico aqui e eu e eu e eu e eu sem você e você e suas poesias. Poeta é esse, que amo poetas. Amo TODOS os poetas!
♬ Vanilla Fudge – Bang Bang
[Detalhe para o novo Template. Uns 20 anos pra ficar pronto...]
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Menino de pedra, Nas caixinhas imperfeitas teu peito, Você é do tipo que fala, que rouba, Do sol, das estrelas e quinquilharias, Ao relento, triste eu seria, mas Pra fechar vem você e suas palavras, E depois vives e quase me selva (invertido)! Já que me desespero nessa hora (Que é agora), Desesperada, minha métrica acabou ♬ Janis Joplin – Kosmic Blues
que sejas meu rei – Ou não
que ames meu chão – Ou não
Aperta esse sopro, comprima esse tempo…
Começou.
daí me converto em tua dama
Sabes bem dos meus lençóis
Como afago a ferida, apago menina…
daí me converto em tua ama
Rolando dos anéis que conheces
como acabo querida, acabo Maria
daí me converto em tua cama
Esconderia você bem melhor do que eu, ah…
Como divago fingida, divago ferida…
daí me converto em tua dança
Parando dos postes, vão-se e valetas
Como sambo tímida, sambo rosa
daí me converto em tua santa
Prometo eu as mais azuis promessas
Como encubro cruel, encubro com mel…
Daí me converto em tua mata
Tola como são todas as tolas, sabe
como roubo mal, roubo morta!
daí me converto em tua poeta
Essas tais de falsas palavras é
como cativo outrém, cativo ninguém!
Minha rua me concedeu
Que morro torta – Ah, Maria!
Que morro sádica – Ah, ahm, ia!
Que morro trágica – Padaria!
Menino de pedra,
te chamo de amor – Ou não
ou te enrolo ou te digo,
meu drama vermelho – Acabou.
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Agora tentarei resumir a estagnância repugnante que me veio a mente em meio a madrugada, na cama, deitada, e eu preguiçosa de tudo não levantei sequer um dedo para imprimi-la de pensamistamente para tecladamente ou papeicamente…
Por minha autrora me matava,
Por dois mil e uma fitas, bonitas
cândidas – me atava
Na maioria da festa um rélogio
Um tempo, um poliedro e caliendro
Dança métrica nas lajotas
lanternas, jalotas eternas
Tempo quente no meu vestido frio
nas poses eternas
As moças mil – Mil e umas
Noites sem parar meninas sambando azuis
Capelas, que fostes a mais bela,
que fostes meu lânguido atrás sofrimento
quem me dera, meu amigo,
Recordaste atrás dessas telhas…
Choro invertido, pensando na noite,
na sina, no manto dos seus passos
Na doçura das palavras – Generalizadas
Que eu fosse a mais bela, quem me dera!
Sua blusa escondia, pudera eu tocar-te
Pois seria o paraíso, me foi o paraíso
- E nem eu mesma percebi
Pois eu digo que nunca lhe direi, palavras
do meu tempo, que foi passando devagar
Até que no teu catarrar era belo
Para eu tola, tornar essas palavras dissecar…
Na sua dança quase feminina – Mas viril
de tanto que me empaca
Sinto o beijo do toque
O toque do beijo – Adeus
Então se por um dia pudesse me dizer,
apenas uma palavra rabiscada
Sobre meu lápis momento, queria parar
Pra te dissecar, te dissecar…
Que foste eu a mais bela, quem me dera!…
♬ Chico Buarque – Valsinha
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Quem me conhece não sabe, quem me conhece sabe. Aquele cheiro cândido arromba meu nariz, corta em quatrocentos e cinquenta e nove pedacinhos que se diferem um por um, dançando ritmado. A banda toca devagar, os passinhos são rasteirinhos. Depois que a banda toca o samba, fica mais frenético, frenético, e lindo. As camisas camisetas camisinhas camisetolas uma cortando na outra e despejando e transparecendo coloridas e ritmadas…
Olha, não tenho mais nada a perder (Nada a perder)
Meus ouvidos que não querem ouvir (Não querem ouvir)
Por isso eu agora lhe falo algo que sinceramente (Que sinceramente)
Não sei se é sincero, não sei mesmo (Não sei mesmo)
Se eu soubesse eu juro que te falava (Juro)…
Vou direta e estreitamente ao ponto (Ao ponto)
Olha, estou doida pra dizer (Pra dizer)
E também não quero alongar mais ainda (Alongar mais ainda)
Desculpe por te enrolar (Desculpe)
Mas sabe o que é? (é?)
É que sei lá, mas, desculpa tá? (tá?)
Mas como eu não tenho mais nada a perder (A perder)
Bom (Bom)
É o seguinte, é que eu… (É que eu)
…
…
…
Bom, vamos ver se existem (Se existem)
Perdas em números negativos (Em números negativos)
Ah! Dura igual uma pedra! Quem dera eu ter um pênis para cortar todas as linhas tortas das menininhas rosadas!…
Ah, sei lá, sei lá, sei lá… Sabe quando você não sabe?
♬ L7 – Shitlist (You’ve made my shitlist, babe baby, I’m naturaly born… Born bad…)
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O que que é? O que que há? O que que é que você qué? Amigo ouvinte, diz-me que já fui, fale-me se já foi, entre mil e uma noites, quatrocentos e sessenta e sete desaparições, restou um pedaço de orelha e outros pedaços de carne mal comidas.
Falo de um acidente, que ocorreu a pouco tempo, matou alguns, feriu outros tantos… Mas feriu direto no peito, aquela ardência que faz “tchoff… tchofff…”, e nunca mais se vê. Depois do depois vem o depois, depois dos estagnados os feridos os machucados os alagados, minha impressão incoerente, difamando em canções tortas porassimdizer…
“O que me tranqüiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.”
(Clarice Lispector)
♬ The Beatles – The Fool on the Hill
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Agora um outro poema que fizeram para mim (apesar de falar muito do próprio autor), mas foi o segundo, o segundo, que depois do primeiro só o segundo pra aliviar a dor do fim do holocausto (?). E apesar disso foi escrita e vomitada em hora errada por motivos esdrúxulos…
Jogar os dados da vida
acreditar que o acaso não existe,
que somos senhores de nosso destino.
Um dia vou creditar isso tudo
pararei de contentar expectativas alheias
e voltarei a ser um bom menino.
Longe dos olhos famintos
cultivo um mundo que não me pertence
lá eu posso pular livremente, de desatino em desatino.
Ia tentar ser outra pessoa
queria fazer parte desse mundo [o qual tanto fujo]
nessa tentativa, fui ficando cada vez mais distante
até que, num instante…
estava sozinho.
Ainda assim eu me encontrei
aqueles olhos de concha guiaram minha volta
nunca precisei abandonar meu norte
a estrela sempre esteve ali
eu só precisava abrir os olhos,
como fazia quando menino.
Meninas gostam de poesia.
Meninos que escrevem poesias, vocês gostam de ser terceirizados? Gostaria de terceirizá-los.
Amo todos que escrevem poesias… Juro que amo :)
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Brahma, refresca até pensamento. Está frio. E o meu pensamento não está refrescado. Apesar disso, tenho os apesares… É apesar de o que importa não é quem escolhe, mas quem se apaixona, eu ressaco, tu ressacas, nós ressacamos, vós ressacais, numa eterna ressacaria fazendo plim plim plim! Splash… Tchibum! (Espirrando Onomatopeicamente)
♬ Engenheiros do Hawaii – O Preço
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Logo de logos, de placas, de gols, de gols de placa(r), de respiração ofegante nas pracas das praças… ♬ Talking Heads – Psycho Killer
Silêncio, manias jogando farinha, arroz, feijão, e tudo que rimar com “ão”, mediocridade de métrica paixão e coração. Do tipo paixãozinha ai que bonitinha meu coraçãozinho bate por vocêzinho que fofinho, muito fofinho, meiguinho, coraçãozinho, danoninho, miau miau, tchof tchof!
Pulando na piscina mergulhando azul azul, tipo meios de metades de fins. No fim, um meio deslocado. O fim da cerveja, o fim da noite. Tão lindo e amargo, acabou e é lindo, como se todos os começos fossem começos de fins.
Você promete? Jura que promete que nem o cara da roleta caminhonística, balonística! Russa… Depois de vinte chagas vê se não me morre, mas morrer de morte morrida depois do Bum! você nem lembra que morreu, cessando cada um respiro fusk fusk fusk…
Desculpa aí, este meu tempo que tropeça já está se esgotando.
Vou te falando umas coisas pra ficar sem métrica, mas chata de qualquer jeito…
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Primeira Poesia Ébria com meu nome como título:
Julia
quando meus olhos lia
Julia
compreendi genialidade
nos olhos que via
Sabedoria
de dezesseis anos
manifestam a história
dos humanos
Julia que lia
a fumaça
a dança
da noite
serei seu amigo
se quiser
Até a morte
Antonio Carlos – 13/08/05
(Falem o que quiserem. Mas foi pra mim, e foi a primeira de coração a falar de mim… E mulheres gostam de poesia, pelo menos mulheres de nome Júlia. Dito cujo eu.)
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ContoInstantaneo
Arram, arram, eu confirmava com a cabeça enquanto ela dizia umas coisas sem nexo para mim e datilografava. Ela parecia uma idiotazinha e por um momento eu quis que ela se desvanecesse e resolvesse tomar uma cervejinha em um copo sujo num bar em que passei correndo na hora de vir pra cá.
“Vamos lá, colega, que tal uma cervejinha?”
“Cala a boca e responde. Qual a sua graça?”
“Cala a boca e responde.” – Eu repeti. Queria calar a boca, responder, calar a boca. Ou responder, calar a boca e responder. De qualquer forma insistia na cerveja. Cheguei até cometer o homicídio de pensar em cerveja quente, mas não passou de meros meio segundos daqueles que a gente pensa e sabe que não é mesmo a gente que tá pensando.
“Minha graça é Shilei. Shirley, não Shirlei.”
“Entendi, entendi.”
Ela fez um movimento estranho com a mão e eu não sabia se naquela hora ela estava sambando ou datilografando. E confesso que por um momento até cogitei a possibilidade de chamá-la para fumar um cigarrinho.
“Ein, Dona? Que tal um cigarrinho?”
“Eu não fumo.”
Eu não fumo! Como não fuma, dá pra acreditar? Já vi assim umas crianças que nem nasceram ainda fumando daqueles charutões importados! Aborto fumando! Esse mundo tá perdido, tá perdido, perdido! Onde vamos parar desse jeito? Nem nasceu ainda e já tá na vida desse jeito, vai estdar, sei lá, vai pro necrotério pede pra alguém enterrar em algum cemitério clandestino.
“Não pode fumar aqui dentro.”
“O que você tanto escreve, Dona, eu não tô falando nada.”
“Justamente. Você está bêbado.”
“Bêbada! Bêbada! Esses aqui são de verdade, viu? Não são essa coisa horrível caída como o seu… Não sabe comprar sutiã não?”
De repente eu ouvi uma voz lá do fundo que eu reconhecia. Se não fosse lá eu pularia dessa cadeira horrivelmente desconfortável e pularia no colo dele para que ele me acolha nos seus braços, ah! Eu sou sua Shirlei, não Shirley! Na verdade eu queria dar risada daquelas bem HÁ HÁ HÁ HÁ! Não os usuais HI HI HI HI… Como eu queria, mas o máximo que eu podia fazer era
“Meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeu Deus do céuzinho o que o senhorzinho tá fazendo aquizinho? Amorzinhooo, vai pra casa? Já tô fudidinha, não adianta amoooor, bebe uma cerveja no meu lugarzinho! Me jura?”
“Cala a boca e responde.” – E não foi a idiotinha que não sabe comprar sutiã que me disse isso. Foi ele, ele, ele, ele, ele, do qual eu pularia se precisasse até mostrava a calcinha ia parecer criança (Se não estivesse aqui). Como assim?
“Como assim?”
“Cala a boca e responde.” – Nem um chiuzinho e responde, assim de uma hora pra outra me mostrando o dedo do meio franzindo a testa e encolhendo o bumbumzinho.
“Responde o quê! RESPONDE O QUÊ!”
“Qual é a sua graça?”
Daí eu quase explodia, eu tava em estado de frenesi não sabia mais diferenciar a minha graça do cala boca então foi aí que.
“O que ela tá fazendo?”
“Vomitando. Vomitando? Amor! Vomitando! Tá passando mal?”
Tectetctetctetctetctctetctetctetctc datilografando tudinho.
“O que foi isso que ela vomitou?”
“Shirleyzinhainhainhainhainhainhaaaaaa você tá bem?”
Eu dei risada, mas dei risada, parecia um pintcher! Eu sou um pintcher!
O tetctetctetdtetctc parou no momento em que ele repetiu:
“Shirley, você vomitou veneno?”
Veneno. Calma, daqui a pouco acaba. É isso mesmo eu vomitei veneno. Coloquei num copinho e ingeri novamente. Vamos ver se dessa vez mata.
“Tá vendo! Agora se arrepende, né? Toma meu lugar” – Lhe passo meu espilho de bolsa – “Você vai escrever um livro de nome ‘A Volta de Shirlei, não, Shyrlei, não, Shirley’, e depois que virar um Best-Seller vai ficar milionária com a venda dos direitos autorais para uma empresa multimilionária de cinema. Aí você pode morrer. Mas agora sou eu.”
“Ai, que nojento.”
“Pàra de datilografar um pouco, vai, você não tem mais serviço. Vamos no barzinho que tem lá fora, tomar uma cervejinha…”
“Só se você tiver um cigarrinho”
“Com certeza”
Opa, quem sair por último apaga o luz!







