Xis Princesa


Abril 30, 2006, 3:55 am
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Pero mira como beben
Los peces en el rio
Pero mira como beben
Por ver a dio nacido
Beben y beben
Y vuelven a beber!

Achei legal e resolvi imitar. A original ficou duas vezes maior, não dá pra colocar todos, mas esses são mesmo os mais fodões… (E tenho a maioria deles ulalá!)

CLICA…



Abril 28, 2006, 6:50 pm
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Pato pato pato pato fu pato fu pato pato pato



Abril 22, 2006, 8:27 pm
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Cacete… Não adianta, EU AMO OS HOMENS !

Dias insólitos… Mais cerveja, mon amie…



Conto: Elas vendas
Abril 20, 2006, 2:09 pm
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O papel de hoje é sujo, pensou a atriz que observava o escritor a datilografar na antiquíssima máquina de escrever. Sua barba estava elegantemente desarrumada e batia as barulhentas teclas de forma impecável, não errava um parágrafo sequer. Mesmo assim, se detinha a criar em papéis sujos que mal cabiam na extensão de uma sulfite. Escrevia uma peça de teatro, mais precisamente um monólogo, e escrevia maquinamente, só lembrava um ser humano quando corria-lhe alguma gota pela testa. Sua mente viril agora se encontrava em um estado completamente feminino, estava afogado nos pensamentos da jovem prostituta surgida das letras.
A moça virou-se de lado, olhou algum ponto que se perdia na parede escorrida do quarto e começou a ensaiar. Em um suspiro só tornou-se a mentira florescente. Gesticulava, e deixava escapar as palavras como que por dedução, dizendo poeticamente: “Arde, arde. Essa noite eu me sinto mais suja que nas outras noites. Estou imersa no limbo da sujeira de todos eles. A perversidade afoga-me dizendo ‘Nunca serás de ninguém!’, mesmo sabendo que hoje sou de todos…” – Foi bruscamente interrompida pelo tilintar grosseiro da máquina de escrever.
“Guria, não pode ficar quieta um pouco? Errei e estava bem no fim.”
Ela olhou-o de olhos semi-cerrados, ao mesmo tempo que arrastava o lençol que lhe abraçava o corpo, andando de forma tênue em volta da mesa, analisava cada segundo. Deixou-se cair pesadamente no chão levando á frente os pesados cabelos negros.
“Meu amor, eu sou baixa”
“Baixa? Santo cristo! Que te deu, guria?” – O cigarro escorregava-lhe pelos lábios machucados e a testa molhada moldava uma expressão tensa e fria.
“Mais baixa que essa moça das tuas idéias. Ela só faz amor, e ainda conta pecúnia o dia todo… Porque retratam como profissão tão triste essa?”
“Não sabe do que tá falando, vê se aprende. Aquele bando de homem sujo e capenga… Tudo tosco e pútrido, que mulher quer isso?”
“Mas se estamos com um homem certo como você eles continuam nos dando somente as costas, já reparou, amor? Não acha mais podre fazer amor com alguém que vai te dar as costas de qualquer jeito depois e não ganhar nada em troca?”
“Me diga que está só teatrando, por deus…”
“Estou retratando.”
“Você tem meu peito antes das costas.”
“Até quando? Prefiro teu peito com prelúdio ‘Res’”
Ela se arrastou em silêncio até o banheiro e o lençol foi se desatando do seu corpo no chão sujo, ouviu do quarto aquela frase de diálogo interminável, em voz meio rouca:
 ”Depois, amor” – E assim encerrou-se.
A água do banho escorria lenta, parecia que zombava a sinfonia do som da máquina de escrever e da água descendo, ria da desprezada ao canto do banheiro. Deitou-se e ouviu o ralo, gotejando podridão abaixo, e só sentia as gotas mais limpas. O sabão fazia uma espuma desconfiada no meio de suas juntas. Quando ajoelhou-se já seca, cortou a sinfonia doméstica, sentiu cheiro de café e disse pro tapete:
“Olha aí, meu melhor papel”



Abril 18, 2006, 11:22 am
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voltei pra postar rapidinho…
escrevi uns textinhos aí mas não estou com a mínima vontade de digitar…
me deu uma crise lesbiana de novo, igualzinho ao ano passado. nessa época do ano eu beijo meninas, começo a estudar que nem filha da puta e pego gripe…

já volto



Abril 7, 2006, 12:09 am
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AGORA SIM MINHA VIDA VAI MUDAR! Rarráá

Faltam 21 dias



Abril 5, 2006, 2:35 pm
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Estou acordada. Acordada. Acordada. Faz umas 20 horas, só café. Meus olhos piscam, mas que delícia é dormir, hein? Melhor coisa dormir, melhor que sorvete, melhor que cigarro. Só num é melhor que secho.
Uma música agitadinha e trágica: Agora falando sério, eu queria não falar…



FALTAS GREVES
Abril 2, 2006, 7:02 pm
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A falta é grave, grave e aguda. Ou melhor, agudo, agouro e agora. E agora está frio, manso frio, manto fino, grosso e grave, a voz.
E na greve os mansos viram bravos, bravo! E a manta que era fina pode virar grossa. O emplasto pode ser exposto.
A maioria, todavia, fala fino e não grita. Se gritasse seria agosto, se falasse falariam “louco”!
Mas não bastam os tipos roucos, que para a febre há os fracos, e aos fortes sobra o silêncio, sozinho, que diz manso, quando mando:
“Amanhã seremos muitos” – Mas sabem que serã muito poucos, e de muito pouco expostos acaba restando a nós o único, que destilado diz, no árduo dia da tarefa:
“O manto amanhã será bravo, e grave”
E num impasse tudo se desconexa.

E amanhã eu vou odiar esse texto. Como hoje odeio o anterior.