Xis Princesa


Endorfina
Julho 29, 2008, 10:12 pm
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Devo estar com algum problema, tudo trava. Quando eu tento desenvolver um raciocínio, trava. É um hiato sem pé nem cabeça que aparece a hora que bem entende. Deve ser a confusão mental, o cotidiano (Ela faz tudo sempre igual…). Preciso de emoção, vou saltar de um abismo de milhões de metros com uma cordinha amarrada, PRECISO LIBERAR ENDORFINA - (Me entregarei de novo ao interessantíssimo programa de gordinha tensa?)

E por falar em gordinha… A única coisa que comecei a tentar escrever e que me pareceu interessante, foi sobre os quadros do Botero. É, acho que o destino de todos, daqui a alguns anos, vai ser inevitavelmente esse. Nação McDonald’s:



O Passado Nunca Passa
Julho 28, 2008, 2:46 am
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É a mensagem do filme “O Passado”, dirigido por Hector Babenco. É um roteiro dramático, e só não beira o dramalhão porque consegue equilibrar-se devido às muitas muitas reviravoltas na história, e não fica cansativo.

O filme começa com a separação de um casal que viveu junto por 12 anos. A moça (Sofia) ainda é apaixonada, mas Romini (Interpretado pelo deleitemáximo Gael Garcia) parece estar cansado. Na verdade o motivo da separação é o que menos importa no henredo. O tempo passa, e o foco narrativo do filme se volta para o rapaz. Ele começa a se relacionar com outras mulheres, mas Sofia está sempre presente, de um jeito ou de outro, através de telefonemas, pequenas cartas, pequenos encontros casuais… O que acaba transtornando o personagem principal, que se vê desmoronando cada vez mais em cada volta da ex-mulher.

Claro que vai ficar super chato se eu contar o fim, mas vale a pena assistir pela reflexão que o filme proporciona… Me fez pensar sobre a importância da memória, e de que forma ela se desprende do passado para viver conosco o presente.

A memória é mesmo atemporal. Sofia, no filme, é uma  personagem enlouquecida, que volta e faz atrocidades, loucuras… E é inconstante, fica muito tempo longe, depois volta e persegue. Essa  personagem é a nossa memória (O nome já nos dá a dica… Sofia). Até que ponto também não pensamos atrocidades? Nos afundamos nos pensamentos daquilo que poderíamos ter feito e não fizemos no passado… E depois passa, fica muito tempo afastada, até que um dia voltam. E vão voltar até o fim da vida.

As vezes temos a impressão que elas querem ficar. Mas elas nos enganam, porque a cada dia construímos novas memórias sem perceber. É algo incontrolável. Amamos, sofremos, choramos, vivemos, rimos… E tudo fica ali. E vai, e volta. A memória é atormentadora, não é? Não é um demônio? Não tem dias que queremos esquecer de tudo, apagar tudo aquilo, e começar feliz? Mas não podemos. E no fundo nem queremos. Se apagarmos tudo não teríamos motivos pra rir depois que tudo passa. Mas nada passa. A vida não é um rio como dizem por aí. A vida é tudo isso, é uma grande massa orgânica de pensamento, e pensar ou lembrar de uma pessoa já é mudá-la e mudar-se. A memória do que passou é o próprio presente. E o presente é inconstante e flutua na nossa frente, sempre passando. A memória é aquilo que vivemos de verdade. Quando lembramos, estamos lá/aqui, afinal de contas, a vida é pensamento também.

Tudo é passageiro, mas tudo o que passa faz parte do presente. O passado jamais passa.

E depois dessa divagação filosófica, assistam o filme, vocês vão começar a pensar coisas desse tipo também!



Agenda – Bienal do Livro
Julho 23, 2008, 9:36 pm
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Conferindo a programação da Bienal este ano, um evento paralelo me chamou atenção, não custa compartilhar:

17/08 (Domingo) – Espaço Literário Ipiranga – 15h30

“Passagens: O hipertexto da modernidade” de Walter Benjamin – Com Willi Bolle

Sinopse do livro: “Passagens” (1927-1940), de Walter Benjamin, é uma das obras historiográficas mais significativas do nosso tempo. A partir de Paris, a “capital do século XIX”, especialmente suas galerias comerciais enquanto “arquipaisagem do consumo”, é apresentada a história cotidiana da modernidade – com figuras como o flâneur, a prostituta, o jogador, o colecionador, e os meios de uma escrita polifônica que vai desde a luta de classes até os fenômenos da moda, da técnica e da mídia. Este texto com mais de 4.500 “passagens” constitui um dispositivo sem igual para se estudar a metrópole moderna, e por extensão, as megacidades do mundo atual. (Fonte)’

Fica aí a dica. Lembrando, a Bienal acontece de 14 a 24 de agosto, das 10h as 22hrs no Anhembi, em São Paulo. Me procurem perto dos gibis da Mônica, hehe.



Conto: Coincidências
Julho 22, 2008, 11:08 pm
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Conto escrito em fevereiro de 2006. Estou postando porque reli, achei “engraçadinho” o suficiente pra postar em um blog de novo. Até porque estou atualmente num verdadeiro HIATO de idéias. É um conto bem confuso, mas quando escrevi, juro, fazia o maior sentido. Só não me lembra QUAL agora, mas fazia.

Aqui estou eu, insone e incoerente sentada na frente de letras enfileiradas louquinhas para se juntarem em forma de palavrinhas, frases, doidinhas para serem lidas depois, “me leia, me leia, pelo amor de deus”. E eu aqui estou a olhar o estalar da junção sexual dessas letras pra lhes narrar um episódio curioso que me passou pela cabeça, imitando aquela frase clichezérrima “Que mundo pequeno” ou ainda “Minha cidade é um ovo”, falo das coencidências. Certa vez me disseram que eu sou ligada a qualquer pessoa do mundo por 6 pessoas, então concluí que tenho 1/6 de chances de conseguir falar com o Mick Jagger ou com o Paul McCartney alguma vez na vida, nem que seja um “Hi, how are you? I’m fine, thanks”.

Então começarei a narração antes que eu perca esse fio desse meio, meada não se refere a meio mas a palavra me lembra.

É, exisitiam duas meninas, duas Lauras. Ambas, há 27 anos atrás, nascendo lindas, singelas e sangrentas na mesma maternidade e no mesmo dia. Uma vez trocaram olhares, cada uma em sua respectiva incubadora, “Oi Laura 1″ “Oi Laura 2″, assim como falam no jardim da infância quando duas pessoas tem nomes igual. Depois nunca mais trocaram olhares nenhum e um detalhe importante, elas não viraram lésbicas.

Laura 1 é uma poetisa indecifrável e gosta de jogar tênis, tem uma paixão por tênis. Combinação mais estranha, poderia existir? Será que uma escritora pode ao mesmo tempo praticar algum esporte? Ela era indecifrável e justamente porque suas poesias eram horríveis. Ela não tinha tempo para pensar porque passava muito mais tempo com uma raquete na mão. É do tipo que gosta de barra de cereais e que odeia fumaça de cigarro.

Laura 2 por sua vez está prenha há 3 semanas, até então não havia caído a ficha. Ela pensava o tempo inteiro “Que merda, não vou transar grávida, que merda”… Mas estava feliz e já pensava em um nome pra dar pro moleque… Tinha certeza que era moleque porque ela tinha essas coisas de sexto sentido de mulher. E praticava ioga.

Thiago é o companheiro de Laura 1 nas suas aventuras com a raquete e as bolinhas, eles freqûentam o mesmo clube. Ainda não se cataram porque ela acha ele muito feio, mas essas coisas vão mudando com o tempo, você vai gostando da pessoas pelo interior. Correção, você vai se acostumando com a feiúra mesmo e pensa “Poxa, mas ele gosta das mesmas coisas que eu, que custa dar uma chance”. Laura 1 está nesse momento de transição, quando passa pela cabeça de convidá-lo para um acampamento não consegue encarar o cidadão, afinal seu nariz é tão grande que é impossível faze-lo com precisão.

Por outro lado Laura 2 acaba de decidir com o marido o nome do filho, que vai ser Thiago. Lindo nome Thiago, não acha, bem? Thiago com AGÁ no meio!

Enquanto isso em um bar horrível e capenga, ás 3 da manhã, Thiago se embriagando por não ter o amor de Laura 1, conhece uma bailarina linda, bailarina? Bem, ele não sabe afinal está muito alcoolizado, mas parece que a roupa dela é rosa, e rosa o faz lembrar de bailarinas. É uma noite lasciva com a menina de rosa, “muy caliente” diz ele, faz tempo que não fazia uma loucura dessas de fugir de carro (Foi de carro mesmo?) com uma mocinha desconhecida, que doidera, menina fogueteira, bailarina nada! Então as roupas rosas se espalhando pelo chão do quarto dele (arrumado até), e ela dormindo de bruços e ele de lado que dormir de bruços é coisa de boiola. A menina era feia mas ele pagava bem.

Laura 2 então fica com o nome de Thiago na cabeça, e fica pensando tanto que decide até mesmo em que o moleque será pHD, ou médico, ou advogado, qualquer coisa do estilo, assim fico fazendo ioga até bem mais velhinha e ele cuida de mim. É bem esse estilo de mulher, que fica grávida pro filho cuidar dela depois… Rárrárrá, coitado, assim vai pro céu mas duvido que o inferno não chegue antes com seus sete pecadinhos capitais, amém padre, amém.

Então depois de mais 2 semanas Thiago faltando de todos os treinos de tênis Laura 1 resolve ligar para a casa dele e quem atende? A bailarina. Ela se desmancha em lágrimas, “me chama o Thiago, me chama o Thiago?”… E ele, “Que é?” com aquela voz de quem tá arfando e suado, “O que você tá fazendo aí?”, “Eu to morrendo”, diz ele. “Morrendo como, Thiago?”, “Morrendo, vou ser papai, já vou ser papai”, “Você está drogado? O que tem usando?”, “O que eu não tenho usado, camisinha”. Explode, explode, explode, explode.

Laura 2 está dormindo com seu marido e os passarinhos cantam, não fazem mais sexo.

Laura 1 ficou visitando o amigo e a bailarina umas 3 vezes. Então a menina um dia sumiu e ele estava embaixo da cama suando frio, foi daí que ele falou, eu te amo assim, de maneira diferente, tipo: “A menina vai chamar Laurinha”, “É menina?”, “É, vai chamar Laurinha, homenagem, Laurinha”, ele dormiu um pouco, uns 2 minutos e eu fiquei lá vendo ele babar.



Conto: She’s my shooshoo
Julho 18, 2008, 7:08 pm
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Chegou e sentou, sem surpresas. Olhava para o relógio, impaciente consigo mesma. Mas precisava estar lá, ainda tinha um prato de comida inteiro pela frente.

Ele veio quase sem querer, sentou-se sem fazer barulho, a quase um metro e meio de distância. Mesmo com o barulho incessante de seres humanos vivendo ao seu redor, ele atreveu-se a ser silencioso.

Ele comia um lanche; ela, arroz e feijão.  Mas tanto fazia. Até agora, eram apenas duas pessoas em horário de almoço. Até ela sentir… Um fio.

Esse fio ligava-os. Eles comiam sem parar, mas ela sentia esse fio percorrer de pensamentos insanos pelos dois. “Mas como sei o que ele pensa? E se ele nem tiver reparado que estou aqui? Não pode ser, não é possível estar tão errada, porque sinto. Ele está comendo, mas também reparou. Deve estar se perguntando se estou pensando nele. Mas como vou saber exatamente?…” E engoliu a carne.

Olhou algumas vezes para o lado, rapidamente, disfarçando, pra ver se decorava a sua feição. Era magro, usava uma camiseta branca, e estava já na metade do lanche. Olhava pro lustre, mas sua objetiva captava quase que claramente sua imagem. Não podia encarar, ia dar na cara. Não podia saber se era bonito, mas algo na ponta de seus dedos lhe parecia familiar. “Já vi essas pontas de dedos… Eu gosto desse tipo de dedo. E se esse homem for o homem da minha vida? E se o destino desses dedos é me tocar pelo resto da minha existência? E se ele se chamar Pedro, Murilo, Hugo? E se meu sobrenome combinar com o dele? E se a gente descobrir enfim o verdadeiro amor? E os filhos vão ser maravilhosos”

Aí revelou-se a verdade. Ele acabara de comer o lanche, e deixara para beber o suco só depois. Ele se espalhou pela cadeira da mesa, sugando pelo canudinho o liquido alaranjado. Ela olhou de raspão, admirou aquele milésimo de segundo e se contentou, tudo era claro: “Ele também bebe o suco depois. É o homem da minha vida, tenho certeza… Só pode ser. E também está olhando aqui. Não vi ele olhar, mas só pode estar… Eu sinto ele olhar”.

Começou a ficar nervosa, quase suou frio, olhava para as coisas tentando disfarçar certa naturalidade. Já estava atrasada, mas queria que aquele momento de silêncio durasse pra sempre. Ele sabia, ele estava sentindo a mesma coisa. “Vou falar com ele, vou levantar daqui e perguntar ‘Qual é o seu nome? Porque está almoçando sozinho? Você mora por aqui?’ ou simplesmente… ‘Quer casar comigo?’… Ele aceitaria, porque justamente estava pensando em fazer a mesma pergunta. ‘Aceito. Qual é o seu nome? Puxa… Nossos nomes combinam” – Ele diria. Não levantava dali, ela sabia que ele olhava sem parar para a ela, começou a ficar vaidosa, e a naturalidade lhe escorria pelas mãos em seus falsos gestos. Há muito tempo a comida havia acabado, o suco também, não havia mais o que fazer, tornou-se insuportável.

Então ela levantou, fingiu olhar o relógio com interesse, e foi embora, perdendo assim para sempre o amor da sua vida.



Agora é pra falar bem
Julho 15, 2008, 11:04 pm
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Para assistir aos clipes e conhecer as bandas do post, clique nos nomes

A primeira vez que ouvi Sahara Hotnights”, eu devia ter uns 14 anos,  uma amiga que indicou pra mim. Estava naquela época “roqueirinha”, no auge… Ainda gosto de Runaways, Suzi 4, Bikini Kill… Mas essa época foi epidemia, só ouvia esse tipo de banda. E o Sahara não fugia à exceção. Era uma banda que eu conhecia os “hits” por assim dizer e me contentava, até porque era só mais uma musiquinha de protesto e/ou emocionalóide. Mas esses dias me deu vontade de recordar – Influência ainda da “Rainha Loana” – então peguei todas essas músicas simpáticas e procurei no YouTube pra assistir aos clipes. Digitei “Sahara Hotnights” com o intuito de assistir ao clipe de Alright Alright (Nesse clipe, detalhe pra braçadeira de guitarra da vocal), que era a música que eu mais ouvia delas. Quando o quê, me deparo com o clipe novo, de 2007, Cheek to Cheek. Wow. Mudanças bruscas. E ótimas. Essas garotas prometem, deram um pulo incrível na qualidade, apesar da música continuar um rock simples. Tipo os Beatles quando se livraram do vício do Twist and Shout. Procurei na internet o último disco What Leaving is a Loving Thing… Meu Deus! Deliciei-me. É uma mistura de Blondie (Duvido que não tenho se inspirado em Hanging on the Telephone!), batidas de Suzi 4 e parece uma coletânea, porque todas as músicas são hits gostosos que você pode sair por aí assobiando. Já tá no meu IPod e promete estar na minha prateleira de CD’s logo logo.

A prova da melhora pode ser até uma comparação: Também procurei “Sleater-Kinney” no YouTube, que é uma banda que deixei um pouco de lado e resolvi ressucitar. De Dig me Out pra You’re no Rock’n'Roll Fun houve uma evidente melhora… Mas continua a mesma coisa. Sahara conseguiu se superar – e superar certos “preceitos” de bandas femininas – e isso é bacana. É um rock contemporâneo mas saudoso. E o mais estranho… É que parece que a banda evolui com o meu gosto musical. Quando tinha 14 anos, curtia exatamente coisas do tipo Fire Alarm (Outra música das antigas que gostava), e depois que conheci “Jamiroquai” e “Vive La Fete” meu gosto enredou um pouco pro eletrônico, exatamente como o disco novo das Saharas.

Fiquem de olho nas gatinhas suecas!

More About: Site OficialMyspace



Vinhos… Die die die!
Julho 14, 2008, 5:39 am
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Você quer ver um filme ruim? Faça, então, como eu, desperdice gratuitamente 123 minutos da sua vida assistindo…

“SIDEWAYS – Entre umas e outras”

Indicado a quatro Oscars, tendo ganhado um, e vencedor de dois Globos de Ouro, entre outros prêmios… Poxa, quando vi pensei “Se além de tudo, ganhou um NAFTA pelo roteiro deve ser no mínimo interessante”. Mas foi um dos filmes mais chatos que já assisti na minha vida, só perdendo para “Cruzada” e “Lavoura Arcaica” (Apesar desse último não ser de todo ruim, admitemos que é entediante). Nem vou perder meu tempo fazendo uma sinopse, então, dei um Ctrl+c Ctrl+v nessa aqui do Adorocinema:

Miles Raymond (Paul Giamatti) é um homem depressivo, que tenta se tornar um escritor. Miles é fascinado por vinhos e decide dar como presente de despedida de solteiro a Jack (Thomas Haden Church), seu melhor amigo, uma viagem pelas vinículas do Vale de Santa Inez, na California. Eles partem juntos na viagem, mas logo se envolvem com duas mulheres. Jack conhece Stephanie (Sandra Oh), a funcionária de uma vinícola local, que faz com que ele queira anular seu casamento, que está marcado para daqui a poucos dias. Já Miles se interessa por Maya (Virginia Madsen), uma garçonete que tem o mesmo apreço por vinho que ele.

É um saco essa viagem por vinícolas. Muito entediante. E amigo aventureiro dele que deveria ser “descolado”, aprecia japonesas horrorosas, garçonetes gordas e golfe. Desculpe, mas quer esporte mais loser que golfe?

E os diálogos do filme… São de chorar, muito emocionantes… Retratam com todo o coração a grande emoção do “fazer” vinho. Sabe qual o problema? Qual é a grande vantagem em entender de vinhos? Nenhuma. É por isso mesmo que o personagem principal é um escritor fracassado que não consegue esquecer da ex-mulher. No fundo, ele só quer uma desculpa pra encher a cara.

Acho que normalmente gostamos dos filmes que nos idenficamos. E nesse caso, imagino que a pessoa que se idenficaria com esse filme seja homens e mulheres de “trinta e poucos” que gostam de fingir que são bem-sucedidos e intelectuais e se mostrar para os amigos em mesinhas de bar na “Happy Hour”. Porra, quer programa mais loser que barzinho Happy Hour? – Ainda mais se for um grupo de trintões pseudo-intelectuais –

Então, ficaaiadica! Hoje to depressiva e em vez de me matar quero que todos morram!

Atualizado! Vídeos: Jamiroquai – Virtual Insanity http://www.youtube.com/watch?v=VQb2WXSqyl4



É prozac mas é bom
Julho 13, 2008, 4:46 am
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Existem coisas que se explicam.

Existem também coisas inexplicáveis.

Existem posts com algum sentido.

Existem posts sem sentido nenhum (Será?)

 

“Puxa vida, nunca nadei pelada” (Detalhe para a mão roçando levemente o queixo)

“As palavras pausadamente vão dizer…”

“Ai Fran, você não entende… Desencana. Eu posso estar em outro país mas estou na terra”

 

E a conclusão de tudo isso?

Fodam-se os assentos reservados para os idosos, afinal de contas, hoje em dia eles dançam melhor do que a gente!

 

Tá falado!

E travestis podem parecer muito misteriosamente com a Madonna naquele clipe que ela está dançando ginástica.

Falei.

 

Jesus, me colore que eu to bege!



Acharam!
Julho 10, 2008, 9:15 pm
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Pois, é. Acharam as cenas perdidas do filme “Metropolis”, um dos mais consagrados de Fritz Lang e até então incompleto.

Folhaonline noticia:

da France Presse, em Berlim

Quase todas as cenas que faltavam do filme “Metropolis”, o mais conhecido do cineasta alemão-austríaco Fritz Lang, foram encontradas na Argentina, informou a porta-voz da fundação alemã Friedrich Wilhelm Murnau, que possui os direitos da obra.

A versão original do longa-metragem mudo de ficção-científica foi exibida em janeiro de 1927 em Berlim e havia desaparecido.

“Quase todas as cenas que faltavam até agora foram encontradas, entre elas duas muito importantes”, disse Anke Wilkening, restauradora da fundação responsável pela conservação do patrimônio cinematográfico alemão, com sede em Wiesbaden.

As cenas, que representam “aproximadamente 25 minutos” do filme, estão na cópia de 16 mm encontrada na casa de um particular por colaboradores do museu do cinema de Buenos Aires.

“Graças a esta descoberta sensacional, e apesar da qualidade ruim das imagens, será possível agora completar esta obra-prima realizada em preto-e-branco”, afirma a fundação em um comunicado.

Grande clássico do cinema, “Metropolis” foi cortado por representantes do estúdio americano Paramount, que também simplificaram a história.

(http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u418816.shtml)

OK. MARAVILHA, ACHARAM O FILME. MAS O QUE RAIOS ESSES TRECHOS QUE FALTAVAM ESTAVAM FAZENDO NA “CASA DE UM PARTICULAR” NA ARGENTINA?



Top 10 – Coisas que eu odeio
Julho 8, 2008, 9:11 pm
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Para esbanjar o clima nervoso de ultimamente, finalmente a mais querida lista de todas as listas: Coisas que eu odeio. E uma breve explicação a seguir, só pra coisa não ficar tão jogada.

10. Gordas com piercing no umbigo

{Ok, cada um na sua mas porque gordas não preferem piercings no nariz? ou na sobrancelha? ou língua? Elas sempre querem ficar balançando aquele pingente em forma de lua/golfinho/coração se achando gostosas. Se tiver axé tocando melhor ainda.}

9. Self-made mans

{Chatos. Sovinas. Caras de desprezo e ternos. Quando vejo um homem de terno já desconfio.}

8. Moderninhos

{Tudo bem, até agora só falei de “tipos” de pessoas que odeio. Mas os moderninhos não poderiam ficar de fora.

Como identificar um moderninho: estampas feias; roupas um pouco maiores que o tamanho normal e acinzentadas; tênis nike ultracolorido; óculos fashion; gostam de artic monkeys e apreciam samba de raiz; lêem paulo coelho achando o máximo; alargador; piercing em algum lugar inusitado; cabelos pintados de cores estranhas; adoram falar da própria – perfeita – vida; entram em comunidades com três membros afinal são alternativos; e o principal: nunca se acham moderninhos;

Mas o mais chato não é ver um moderninho. É conversar com um.}

7. Férias

{Até reclamo quando tenho milhares de coisas pra fazer. Mas convenhamos, ficar sem fazer nada é um saco! AHHH!}

6. Dar sinal e o ônibus não parar

{Oi, amigo? Desço aqui… DESÇO aqui…. DESÇO AQUI, PORRA? NÃO ME VIU APERTAR ESSA MERDA DE BOTÃO?}

5. Minha risada esdrúxula

{Quando me empolgo o resultado é esse. Na maioria das vezes fico envergonhada porque percebo que ri esdruxulamente e saio de cena. “Com licença, vou ao toalete – Caham… – “}

4. Repetições

{Amanhã, pague a conta. Não esqueça de pagar a conta. A conta, viu? Tem que pagar. Só pra lembrar: Amanhã tem que pagar a conta. E no dia seguinte: Pagou a conta? – Ou pior: Chegar em casa e alguém falar: “Chegou?” – Não, coração, isso é só uma reprodução digital da minha imagem. Na verdade estou na esquina rodando bolsinha enquanto falo aqui com você.}

3. Lambisgóias

{Desengonçada, feia, chapinha forçada, cabelo cremoso, bolsa amarela. Blah! Lambisgóia.}

2. No Vaca

{O pior são as variações: No Aula, Yes Bar}

1. Legging

{Desculpe, eu sei que TODO MUNDO usa legging. Mas é a peça de roupa mais horrorosa que eu já vi em toda a minha vida. É terrível… Aquela coisa grudada na perna, se olhar bem dá até pra ver as celulites da criatura que usa. O pior: O legging é usado desde faxineiras até moderninhos. Sem contar as “garotas fitness” da vida. Horror. Dominarão o mundo, os leggings e as malditas pombas.}

PS: hey, alguém anda procurando meu blog no google quase todo o dia, hein. – eu sei! haha