Filmar. Está na nossa mão a imagem do mundo. E ela pode ser vista do ângulo que quisermos. Ela pode se transformar em sonho, em riso, em ódio. Ela vem de fora, mas se incorpora dentro, ela é o macro e o micro, tudo em uma coisa só. E é a realidade. É aquilo que se vê, mesmo que aquilo for uma grande mentira. E se segundo Nietzsche o Evangelho é uma grande mentira… Mentiremos, então! Um pouco dessa enganação faz bem. Entorpece, seda, e faz a gente acreditar. É a mentira mais dócil que já te contaram… O jump cut é uma grande reticências… A vida é um grande jump cut – Genial frase by Mari Gusman! – As sombras que não existem, as luzes que levam ao nada, os lugares que terminam, o céu de papelão. Ah, e como isso tudo é bom. Como é bom olhar aquilo e acreditar. Desse jeito, quero ser enganada a vida toda…!
Não é que não estou escrevendo. É que não ando gostando de nada que escrevo… Inclusive esses dois últimos textos. Paciência.
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
(Augusto dos Anjos)
É engraçado. De certo modo essa poesia me persegue. O título dela é “Versos Íntimos”. Tem horas que adoro, outras que odeio, mas me é íntima, de verdade, como jamais outra coisa foi. E isso porque sempre que sinto a escarrada, dou-lhe razão. “Como esse ser humano pôde ter escrito tão bem aquilo que se vê nos cantos da vida?”. Também me pergunto se isso acontece com todo mundo, ou se simplesmente estou num momento pessimista da vida. Cheguei a um extremo, e perdão por citar Amy Winehouse logo depois de Augusto dos Anjos, mas… “Love is a Losing Game”.
Por que arriscamos amar? O amor é um defeito insaciável do homem, talvez um desejo desesperado e íntimo de sofrer achando que está em busca da felicidade. Sempre que amamos, nos decepcionamos. Mas quando não temos ninguém pra amar também ficamos insatisfeitos. Existe a plena felicidade que dura através de anos, existe esse tal amor infinito e insuperável que nos fazem digerir – e acreditar – nas telenovelas, por exemplo?! Na vida real, não ouço histórias como essa. Ouço histórias de mentiras, hiprocrisia, terror, saudades… Mesmo nos casos aparentemente bem sucedidos… Nas histórias de amor há sempre uma vírgula, acho que é assim que elas se sustentam.
Na verdade há muita coragem em quem arrisca amar. Coragem dos dois lados. Tentam se convencer que são uma coisa só, mas são duas, sempre vão ser. Dois corpos distantes, inquietos, que não se conhecem, apesar de tudo. Dois seres pensantes, energia ligando-os em algo que é inexplicável e alguns dão um nome.
Amor não existe. É uma palavra designada para sentimentos e ações que as pessoas consideram semelhantes. Amor transcende. A idéia do que ele é está dentro de cada um, seria impossível unir as suas com a dos outros, mas ela se constrói com a tentativa. Tentamos infinitamente, com vírgulas, sem vírgulas… Um dia sentamos e aí: “Eu amo essa pessoa, é amor! O que mais poderia ser?” – Então o convencimento. Das vírgulas, da superação, da teoria, da prática, então dizemos: “Amor é isso aqui”.
Apesar de tudo, eu não me isento. Tenho necessidade de amar, de superar-me e não consigo evitar nada disso. É mais fácil pensar assim: A mão que te afaga é a mesma que apedreja… Apedreja essa mão vil que te afaga! Maior que é a coragem de amar, é a de não amar, não se entregar a essa chama maravilhosamente mórbida. Antes das vírgulas… Pontue.
Enquanto isso, um escrito no banheiro de um buteco na Freguesia do Ó…
Mulher inteligente + Homem inteligente = Romance
Mulher estúpida + Homem inteligente = Caso
Mulher inteligente + Homem estúpido = Casamento
Mulher estúpida + Homem estúpido = Gravidez
PS: Sei que abandonei o blog por um tempo… Mas daqui a pouco volto… Contando minhas aventuras na Bienal do Livro!!
Amy Winehouse. A cantora. A diva (?). O mito. Vivendo a 675 km/h (enquanto nós… a 60km/h, graças a deus!). Está na hora de fazer o búqui pra virar modelo da fordy modeus…

- Little Sapeca Amy
Aqui já percebe-se o gosto por evitar pentear o cabelo desde a infância. Somada à gravata desarrumada, diria que a garota tem suas tendências. Inclusive a de ter dentes frontais separados (Isso vai entrar um dia pro meu Top10 – Coisas delicadamente abominantes). Ah, pra quem duvida, essa foto é dela sim, peguei em um site oficial.

- Antes
Amy veste: Casaquinho “mamãe casei” rosa-bebê com estampa clássica de inverno e está com o cabelo solto! E curto! E ainda colocou ele para o ladinho! Cadê o bustiê pink? Os medalhões dourados? Os laços putanescos? E o que falar dessas bochechas rosadas? Qualquer sogra amaria.

- Depois
Ok. Essa é a realidade do dia seguinte: Uma calça de moletom velha e rasgada no joelho, com resquícios de tinta branca, certamente da última reforma da casa, que aparentemente, tem uma cozinha esperando para ser limpa e uma louça louca pra ser lavada.

- Gata
A maquiagem está fabulosa, perfeita, e a sombrancelha? Bem feitíssima… Batom maravilhoso, não escapa um milímetro da boca, destaque para a pequena tatuagem meiga de um coração a esquerda e… Sim, eu pago pau pros brincos que ela usa! É foto de revista. Até que tá bonitinha, né? E o cabelo desarrumado é puro “loosho”.

- Borralheira
Primeira coisa: Suor. A partir daí pra pior. Maquiagem mal feita, alça de sutiã mequetrefe, costeletas, dentes amarelos (e separados), cigarro estranhamente grudado na boca (baba seca? ecow). Nem precisa comentar o cabeleco. E… bem, apesar de tudo eu continuo a pagar pau para os brincos que ela usa.
“And if my daddy thinks I’m fine…”
Atualizado: Vídeos: Amy Winehouse – Tears Dry On Their Own
Interessante é ver o que as pessoas digitam no google para achar meu blog…
Termos de motor de busca
Estes são os termos que as pessoas utilizaram para encontrar o seu blog.
Hoje
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OK. Então acabo de descobrir que pessoas que procuram no google vídeos de sexo com gordas se interessam também em clicar no meu blog. Ótimo. Se não bastasse essa maldita gripe parte II que não me deixa levantar da cama…
De 8 a 17 de agosto na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, acontecerá a II Jornada de Cinema Silencioso.
Serão exibidos filmes mudos raros, de diretores conceituados, inclusive japoneses e brasileiros.
O mais bacana é que as sessões terão acompanhamento musical ao vivo e algumas serão totalmente silenciosas.
Vale a pena.

Quero assistir “Trindade Maldita”, de Tod Browning, mesmo diretor de “Freaks”, um dos meus filmes prediletos (Apesar de não ser silencioso).
Loveit.
Ficaiadica.
ONDE: Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207
Vila Clementino, São Paulo – SP
QUANTO: Free







