Xis Princesa


Artigo – Festivais de Música na Record
Setembro 22, 2008, 2:14 am
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“Vocês ganharam! Vocês ganharam! Isso é o Brasil subdesenvolvido! Vocês são uns animais!”   

 

             A TV Record teve seu auge de audiência nos anos 60, quando promovia, em seu horário nobre, festivais e programas de música. Isso a consagrou como “a emissora dos festivais”. Esses programas eram muito populares, em uma época que a MPB era pauta de conversas informais, nas casas, nos bares, nas ruas…

            Em 1965, já fazia muito sucesso o programa apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues, chamado “O Fino da Bossa”. Nesse programa, já começavam a surgir novos talentos da música popular, e alguns já muito conhecidos.

            Nesse mesmo ano, substituindo a transmissão de campeonatos de futebol de domingo à tarde, estreia na Record outro programa para competir com o “Fino da Bossa”: “Jovem Guarda”, apresentado pelo “trio” Erasmo e Roberto Carlos e Wanderléia. A partir daí, disputas acirradíssimas aconteciam entre os dois programas, chegando ao ponto de, por exemplo, artistas como Jorge Ben serem vetados do “Fino” por terem se apresentado no “Jovem Guarda”. É desse impasse que surge a famigerada disputa entre os fãs da Jovem Guarda e da Música Popular. Claro que a Record alimentava essas disputas, e a cada programa, mais audiência.

Mas com a grande explosão de hits e ídolos, como Ronnie Von (que inclusive depois teve seu próprio programa), o programa liderado pelo “trio” acabou superando, em termos de audiência, o “Fino”. Foi querendo mostrar que a música popular também tinha novidade e qualidade que os festivais surgiram na TV Record, que na época tinha praticamente todos os dias da semana algum programa de música na grade.

O primeiro festival transmitido de São Paulo até o Rio pela Record foi ao ar em 1966, e foi um verdadeiro sucesso. Chegaram à final “Disparada” de Geraldo Vandré e “A Banda” de Chico Buarque, com muitos aplausos, e acabaram dividindo o prêmio. O segundo festival, transmitido no ano seguinte, causou ainda mais alvoroço, com direito a “violada no auditório” de Sérgio Ricardo e os quatro primeiros colocados: Edu Lobo, Gilberto Gil, Chico Buarque e Caetano Veloso.

            Com o “estouro” de Chico Buarque nos festivais, a Record lança um programa que tinha ele como apresentador, chamado “Pra ver a banda passar”. Mas o Chico, como apresentador, dá um belo cantor e letrista. Outro programa musical de muito sucesso era “Esta noite se improvisa”, transmitida nas noites de terça-feira. Era um programa de competição, onde os artistas também faziam pequenos números de improvisação.       

Negação como apresentador de TV, Chico aparecia bem mais solto num outro programa da Record. “Esta noite se improvisa”, comandada por Blota Jr. e sua mulher, Sônia Ribeiro. Era um fascinante torneio não só de conhecimentos musicais como também de reflexos e agilidade física. Fazendo indispensável suspense, Blota disparava o mote (“A palavra é…”) – e quem apertasse primeiro o botão à sua frente ia com o microfone para cantar uma música. Podia-se ganhar até Gordini, uma das estrelas do parque automobilístico nacional dos anos 1960.

(Chico Buarque – Tantas Palavras; Humberto Werneck. Ed. Companhia das Letras) 

            Nos anos de 1968 e 1969 os festivais continuavam fazendo sucesso e lançando grandes artistas da música popular. Em 1968, lançando Os Mutantes, Tom Zé e Gal Costa, expoentes do Tropicalismo, que também começava a despontar. Infelizmente, após 69, o formato dos festivais foi reformulado e entrou no lugar a “Bienal do Samba”.

            Mesmo assim, essa programação musical fez a Record chegar a picos de audiência, e consagrou clássicos da música popular reconhecidos até hoje. Ainda bem que hoje termos a sorte de ter acesso a essas imagens tão raras do nascimento de uma nova geração de músicos que estará sempre no imaginário do brasileiro. E que bom também pensar que música era discutida assim como hoje se discute futebol. Realmente, os Festivais foram mais que programas, mas marcos na história e memória de todos.



Alguns motivos…
Setembro 17, 2008, 1:01 am
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Alguns motivos para gostar sim da cultura brasileira.

- Temos filmes sensacionais, como “Absolutamente Certo!” com atuações fantásticas de Dercy Gonçalves no papel da sogra chata…

- Temos as adaptações teatrais mais bacanas de Hamlet, com duração de 3 horas e como personagem principal o gostoso do Wagner Moura.

- Temos as músicas mais inteligentes e ao mesmo tempo as mais viscerais… Indo de “Vai Passar” e “Pra  não dizer que não falei das flores” até “Miss Lexotan 6mg”.

- O neo-realismo do cinema brasileiro é invejado no mundo todo. (E fodam-se os italianos!)

Temos escritores irônicos e que fazem piadas de brasileiro pra brasileiro, e que fique entre nós.

- Temos a cineasta mais bacana da pornochanchada: Ana Carolina.

- Temos a pornochanchada e o cinema de rua.

- Temos Arnaldo Jabor, que conseguiu adaptar uma peça de Nelson Rodrigues e convencer todo mundo que realmente existem prostitutas “com alma”.

Não impomos nada a ninguém. E mesmo assim quem conhece gosta.

Temos artistas plásticos que pensam realidades nunca pensadas, e quase nunca vistas, mesmo no Brasil.

- Tivemos Jânio Quadros. E isso me basta.

Brasileiras e brasileiros… Brasil, ame ou deixe-o. Mais um passo… E ele cai no abismo!

PS: Ok… Esse post era pra ter sido publicado na semana da patria (mais especificamente dia 10), as devido a alguns imprevistos, ele foi adiado. Desculpem a enorme falta de agenda-setting deste espaço virtual por mim organizado. 



Batman e Hobsbawn
Setembro 8, 2008, 9:38 pm
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Trabalho de terceiro bimestre da matéria de história contemporânea. ingrid, dindi, isa, mari, luiza e julia.

Análise comparativa
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Eric Hobsbawm – Globalização, democracia e terrorismo.

O filme Batman – O Cavaleiro das Trevas difere das outras adaptações cinematográficas do Batman por possuir um tom mais realista. Gotham é uma cidade que reflete claramente os problemas político-sociais da atualidade, como a questão da corrupção, má administração, falta de liderança política, crime organizado e terrorismo, que moldam uma sociedade em que impera o medo.

Na seqüência dos barcos, o Coringa propõe um “experimento social”. Ele divide dois grupos distintos (civis e presidiários) em dois barcos munidos de explosivos. Cada um deles recebe um controle que ativa os explosivos do outro barco. Eles têm um tempo determinado para ativar o dispositivo, caso contrário, os dois barcos explodirão. Para resolver essa questão, cada barco optou por uma solução. No dos civis, houve uma votação democrática, na qual foi eleita a decisão de explodir o outro barco. Ao mesmo tempo, no dos presidiários, a discussão era calorosa, porém nada foi decidido. Mas, no fim, no barco dos civis, não houve um representante que concretizasse a decisão, apesar de um personagem ter se colocado como líder. Já no barco dos presidiários, a decisão foi tomada por apenas um deles, sem que consultasse ninguém. Isso se relaciona diretamente com o texto de Eric Hobsbawm (1), uma vez que no barco dos civis reinou uma democracia falha, em que no final eles não foram representados, pois a decisão tomada não foi concretizada pelo líder. No outro barco, foi a anarquia que dominou a maior parte da discussão, que culminou com uma decisão autoritária.

O personagem do Coringa é a personificação do caos, do crime e do mal. Ele é um psicopata sádico que tem como único objetivo destruir a ordem, o que o torna incorruptível. Seus atos terroristas (vídeos ameaçadores, explosão do hospital, telefonemas, destruição da cidade, roubo de bancos, etc.) provocam medo na sociedade, inclusive nas forças policiais.

Com o enfraquecimento da credibilidade do Estado por parte dos civis e com a perda da força da polícia, ocorre a formação de forças paralelas, no caso, o Batman. Ele age como uma alternativa de defesa civil. A ausência de um governante forte e que, de fato, represente a sociedade, faz com que esta se apóie mais na figura no Cavaleiro das Trevas do que na figura no próprio líder político.

Quando o Coringa alcança os meios de comunicação, ele passa a manipular a sociedade fazendo com que Batman perca credibilidade, fazendo-a questionar a importância do herói.

Em meio a uma sociedade enfraquecida, surge a figura do promotor de justiça Harvey Dent, que aparece como líder forte, inspirando confiança e esperança na população. Este personagem aparece como uma possível substituição do Batman, já que não recorre ao disfarce para fazer justiça. Contudo, esse novo herói é corrompido pelo Coringa, após sofrer com um de seus ataques terroristas.   

Segundo E. Hobsbawm¹, a democracia é um sistema decadente, a partir do momento em que os cidadãos não se sentem representados pelos seus líderes. A cidade de Gotham exemplifica essa decadência pois, o aparato democrático não se adequa a essa sociedade, corrompida e caótica.


 

(1)HOBSBAWM, Eric. Globalização, democracia e terrorismo (pág. 86 a 115). Companhia das Letras



Balanço do Dia
Setembro 2, 2008, 10:30 pm
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            Hoje eu tive que fingir que gostei de uma comida horrível. Ponto negativo.

            Hoje eu me perguntei: porque existem tripés se você pode carregar uma câmera na mão? Ponto positivo.

            Hoje eu me frustrei novamente porque meu esmalte não dura mais que 5 dias. Ponto negativo.

            Hoje eu descobri que existem uvas sem semente. Ponto positivo.

            Hoje cheguei a conclusão que não terei tempo nem pra respirar nas próximas semanas. Ponto negativo.

            Hoje descobri um quadro andrógeno no MASP que quase ninguém repara. Ponto positivo.

            Hoje acordei. Ponto negativo.

            Hoje ignorei 4 pessoas que distribuíam folhetos nas ruas. Ponto positivo.

            Hoje eu vi a Marimoon e ela me disse que eu parecia com a Winnie CooperN pontos negativos.

            Em compensação, hoje lembrei que no sábado vi uma pomba morrer atropelada na minha frente. N ao quadrado pontos positivos.

É, tá equilibrado.

ps: o blog completou 1,000 visitas hoje. ê!