Eu ainda não acredito na enorme casca em que essa sociedade brasileira têm se escondido. Nietzsche escreveu o “Anticristo”, e dali, pra mim, a teoria da conspiração tornou-se plausível e defendível com argumentos convincentes. Depois de milhares de anos de mentira, a Igreja católica ainda insiste no mesmo discurso prosaico. A igreja não acompanha o andamento da civilização, e coloca as pessoas numa posição extremamente confusa e contraditória entre a moral cristã e a realidade da vida. A fé não é condenável, é um refúgio, que muitas vezes é confundida e associada a essa moral. Em uma música interpretada pelos Beatles e escrita por Gerry Goffin e Carole King, existe, na letra, uma metáfora interessante:
Chains, my baby’s got me locked up in chains.
And they ain’t the kind that you can see.
Whoa, oh, these chains of love got a hold on me, yeah.
O intuito poético de quem escreveu a música pouco tem a ver com o tema desse texto. Mas a realidade é que nos vemos hoje constantemente presos em correntes invisíveis de “amor”, exatamente como diz na música. Não sabemos se isso é uma coisa boa ou ruim, sabemos que estamos, e lá ficamos.
Lendo coisas sobre aborto na internet, encontrei uma garota em um fórum que ansiava por ajuda porque tinha apenas 17 anos, estudava, trabalhava e havia descoberto que estava grávida de um garoto que ela namorava a apenas 5 meses. A primeira resposta do tópico, colocada como “Melhor resposta até o momento” era de uma outra garota que muito asperamente respondeu: “Na hora de abrir as pernas você foi muito mulher, não é? Que tal ser mulher e assumir o filho? Fica se fazendo de vítima, mas a errada foi você”.
Oras, então o ser humano (mais especificamente, a mulher) tem de viver sem nunca errar? Estamos compelidas a uma vida de preocupações e neuroses, como se a cada segundo fosse acontecer um desastre natural? Uma criança pergunta à mãe de onde vem os bebês, e ela explica, pormenorizando, que o papai “planta” uma sementinha dentro da mamãe e então nove meses depois nasce o bebê. Ao que, para a surpresa da mãe, a criança rebate da forma mais inesperada, com a frase “Ainda bem que você só fez isso uma vez, mãe”. Essa historinha é motivo de risada sempre que é contada, porque sabemos muito bem que ninguém mais faz sexo só para se reproduzir. Os erros, esquecimentos, descuidos… São coisas que acontecem e não podemos julgar alguém porque até hoje ninguém nunca decifirou a complexidade da mente humana. E os que julgam, são sempre os que estão de fora da situação, não viveram aquilo, mas falam, falam, falam… Como se fossem os maiores especialistas no assunto. Enquanto tudo é escondido, finge-se que nada acontece.
Mas acontece. São mais de zeis zeros enfileirados de dados de aborto clandestino por ano no Brasil, sem contar aquilo que não é computado. Como as pessoas ignoram isso e ficam discursando a favor da “vida” nas igrejas enquanto em casa tem uma gaveta cheia de camisinhas? Muitas mulheres também adoram fingir que não tem sexualidade, que não se masturbam e ficam tão pressionadas que o sexo se torna algo chato e meio que uma “obrigação”. Também não está escrito a quantidade de homens católicos bem casados que procuram prostitutas para compensar a frieza da própria esposa. Além disso, o corpo da mulher é da mulher, ela está sempre sozinha numa dessas, mesmo se o namorado for companheiro. Ela se olha no espelho e lembra do problema: “Estou grávida” é primeira pessoa. “Está grávida” é terceira.
Há um rombo enorme entre a sociedade ver quem ela é e o que ela pensa que é. A perfeição está só no dicionário. Esse Deus inquisidor não é perfeito.
Arquivado em: cultura, ficaaiadica, inúteis, júlia | Tags: disco, lp, sleeveface
Essa semana descobri esse site bacanérrimo. Pessoas do mundo todo mandam fotos fazendo essa brincadeirinha de “Sleeveface”, que é basicamente colocar um disco que tenha na capa um rosto, fingir que ele é nosso e tirar uma fotinha. Mas tem gente que leva a sério e faz até produção só pra isso. Fiquei um tempão fuçando no site, achei umas muito bacanas. Uma das minhas preferidas é essa aqui do Beethoven:

Lá também vamos achar David Bowie, Madonna, Edith Piaf, Michael Jackson, Buddy Holly e assim vai! Vale a pena conferir, o endereço é esse: http://www.sleeveface.com
Ah… E eu, claro, não podia me furtar em querer dar uma de Debbie Harry…

Loraça Beuzebu.
Beijos, ficouaiadicafimdeférias.
Ontem fui a uma lanchonete aqui em São Paulo chamada “Rockets”. O clima de lá é super bacana, o estilo dela é toda anos 50/60 e tem jukeboxes espalhadas por todos os cantos. Adoro esses lugares nostálgicos, eles me dão vontade de dançar! Me inspirei e decidi dedicar esse post aos anos 50 e 60, com as coisas mais legais dessa época, na minha singela opinião:
A Música

Precisa dizer alguma coisa? Foi nos anos 50 que nasceu o rock’n'roll! Duvido que você não mexa pelo menos os pézinhos quando ouve alguma música dessa época.
Na vitrola: Chuck Berry, Chukky Checker, Aretha Franklin, Beach Boys, Bill Halley, Ronettes e claro… Elvis! – E Wolly Booooolly!
O Cinema

Sou suspeita pra falar dessa parte, eu adoro todas as épocas do cinema, mas foi nos anos 50 que a sétima arte virou puro loosho e glamour. Quem nunca assistiu pelo menos um filme da Marilyn Monroe ou “Cantando na Chuva”? Sem esquecer, claro, das grandes pérolas de Bergman e Hitchcock feitas também nessa época.
Mas o melhor mesmo era Marlon Brando e James Dean gatésimos com suas t-shirts apertadinhas. (Ui!)
A Moda

Alguém nega que essas sainhas rodadas são puro charme? E os óculos de “gatinha”, lenços, jaquetas, bolinhas, sapatinhos boneca?
Let’s twist again!
E para quem ainda não arranjou uma máquina do tempo, fica ai umas diquinhas para curtir os anos 50 aqui em São Paulo mesmo:
- The Clock Rock Bar: http://www.theclock.com.br
- Rockets Hamburguer: http://www.rockets.com.br
- Wooly Bully: http://www.woollybully.com.br (Em Vinhedo-SP)
- Graal 67 (Rodovia Anhanguera)
- Feirinha do Benedito Calixto – Todos os sábados (Para comprar antiguidades)
“Júlia, consegui pra você. A gente vai pro VMB”
“COM ESTA ROUPA???? NÃOOOO!!!”
Mas mesmo com a roupa de trabalho, lá fui eu. Só que para ganhar o ingresso, eu teria de participar de um quadro do MTV na Rua, defendendo o porquê eu deveria ir no VMB, e concorrendo com outra pessoa que também defenderia o seu. Só que, felizmente, essa pessoa era justamente quem havia me convidado para participar, ou seja, o par de ingressos seria nosso de qualquer jeito.
Com direito a “Ih! Fora!” e avacalhações, saí perdedora, mas com meu ingressinho na mão:

E apesar de termos ficado das 3 da tarde até as 9 da noite em pé e sem comer, a festa valeu a pena. Fizemos amigos e nos divertimos muito, principalmente quando estávamos na van da MTV, a caminho da premiação, além dos acontecimentos banais, muitos e muitos babados:

Fiquei encostada no palquinho onde os músicos recebiam os prêmios. NX Zero foi o campeão, ganhou em umas 3 categorias, não aguentava mais aqueles idiotas subindo no palco e aquelas menininhas mais idiotas ainda gritando “Diiii! Tiiii!”. Mas mais irritante ainda foi uma gorda que não parava de gritar na nossa frente, e gritava histericamente, coisas toscas como “papito” e similares. Acho que todo mundo ficou tão puto que teve a mesma idéia na mesma hora, de gritar: “Cala boca, gorda!”.
Fora isso, pelo lugar que estava, consegui ver a bunda de todas as artistas, Sandy, Kika, Adriane Galisteu (peluda), Alice Braga, Pitty, Joelma e assim vai. E o melhor foram as minhas fotos dos artistas, todos de costas, uma maravilha:

- Alice Braga e Rogério Fausino

- Vanessa da Mata e Ben Harper

- Danillo Gentilli e Adriane Galisteu

- Andreas Kisser
Pelo menos alguém olhou pra minha câmera… Danilo Gentilli, gatinho!
Quanto aos shows, muitos babados. Blocparty foi um desastre, cantaram duas músicas, em playback, foram vaiados e fizeram moshs mau sucecidos, com direito ao baterista jogar no chão o chimbau, morrendo de raiva. Bons mesmo foram os shows da Vanessa da Mata e Ben Harper e do Chitãozinho e Xororó! TODO MUNDO cantou junto, foi ótimo! Só não gostei dos fisioculturistas depilados do bonde do role dançando na minha frente, foi constrangedor mesmo! Mas tirando o fato que quase não chego em casa com pernas, foi muito bom!

- Bonde do Rolê
Rumo a sala VIP em 2009! Haha…
Alguns motivos para gostar sim da cultura brasileira.
- Temos filmes sensacionais, como “Absolutamente Certo!” com atuações fantásticas de Dercy Gonçalves no papel da sogra chata…
- Temos as adaptações teatrais mais bacanas de Hamlet, com duração de 3 horas e como personagem principal o gostoso do Wagner Moura.
- Temos as músicas mais inteligentes e ao mesmo tempo as mais viscerais… Indo de “Vai Passar” e “Pra não dizer que não falei das flores” até “Miss Lexotan 6mg”.
- O neo-realismo do cinema brasileiro é invejado no mundo todo. (E fodam-se os italianos!)
- Temos escritores irônicos e que fazem piadas de brasileiro pra brasileiro, e que fique entre nós.
- Temos a cineasta mais bacana da pornochanchada: Ana Carolina.
- Temos a pornochanchada e o cinema de rua.
- Temos Arnaldo Jabor, que conseguiu adaptar uma peça de Nelson Rodrigues e convencer todo mundo que realmente existem prostitutas “com alma”.
- Não impomos nada a ninguém. E mesmo assim quem conhece gosta.
- Temos artistas plásticos que pensam realidades nunca pensadas, e quase nunca vistas, mesmo no Brasil.
- Tivemos Jânio Quadros. E isso me basta.
Brasileiras e brasileiros… Brasil, ame ou deixe-o. Mais um passo… E ele cai no abismo!
PS: Ok… Esse post era pra ter sido publicado na semana da patria (mais especificamente dia 10), as devido a alguns imprevistos, ele foi adiado. Desculpem a enorme falta de agenda-setting deste espaço virtual por mim organizado.









